quinta-feira, outubro 15

Rússia critica declarações do presidente iraniano sobre Holocausto

(obs: José Roitberg - Finalmente a Rússia abriu a boca! Como é possível que a geopolítica dos últimos anos também apagasse  o drama soviético? Negar o Holocausto, para os russos, também é afirmar que 1,5 milhões de seus cidadãos judeus soviéticos não foram assassinados pelos grupos de ação (Eizatsgruppen) e um total de 20 milhões de russos não tenham morrido na Segunda Guerra Mundial. É negar que milhões de soldados prisioneiros de guerra russos feitos pelos nazistas não foram  deixados a morte em campos de prisioneiros, não foram assassinados em marchas da morte, não tenham compartilhado do destino de judeus e outros nos campos de concentração. Digo soldados, mas também cabos e sargentos, porque todos os oficiais russos eram executados no momento da prisão. Houve o revide. Isso é inegável. Pouquíssimos prisioneiros de guerra alemães saíram vivos das prisões soviéticas e a destruição da Alemanha em seu defesa até o último homem no avanço soviético sobre os nazistas foi cruel, mas merecido. E não podemos deixar esquecidas as cerca de 10 milhões de pessoas, cidadãs soviéticas mortas pelo estado soviético de forma cruel ao longo dos anos de implantação do comunismos

MOSCOU — As declarações feitas nesta sexta-feita pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmando que o Holocausto não passa de "um mito" são "totalmente inaceitáveis", indicou neste sábado o Ministério do Exterior russo.

"Declarações como estas, independente de onde venham, contradizem a verdade e são totalmente inaceitáveis", condenou em um comunicado Andrei Nesterenko, porta-voz do ministério russo.

"Tentativas de reescrever a história, principalmente com o aniversário de 70 anos do início da Segunda Guerra Mundial este ano, são uma ofensa à memória de todas as vítimas e de todos aqueles que combateram o fascismo", destacou.

Nesterenko disse que os comentários de Ahmadinejad "não contribuem para criar uma atmosfera internacional capaz de engedrar um diálogo frutífero em questões envolvendo o Irã".

Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha condenaram as declarações de Ahmadinejad na sexta-feira.

Membros do governo iraniano devem se reunir mais uma vez no dia 1º de outubro com representantes de Reino Unido, China, França, Alemanha, Rússia e Estados Unidos para discutir os rumos do programa nuclear de Teerã.

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