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quinta-feira, julho 22

Os Judeus Não São Nazistas

Não há mais espaço para se permitir a agressão constante e mentirosa dos detratores de judeus e demonizadores de Israel.

Circula há algumas semanas na internet um powerpoint que vincula de forma revisionista e bizarra imagens sem legendas da Alemanha Nazista e do Oriente Médio.

Esta agressão carecia de uma resposta contundente. Esta é a resposta.

Ajude a distribuí-la de forma ainda mais ampla do que a circulação da agressão.

Abs,

José Roitberg - jornalista - Menorah

Na janela da apresentação clique em FULL depois em +/- ZOOM e ZOOM TO PAGE para ver no formato mais adequado. Se quiser use o link http://www.slideshare.net/menorahrevista/historia-volta-a-repetir-se-mal-resposta para enviar só a apresentação e o http://www.slideshare.net/menorahrevista/historia-volta-a-repetir-se-mal-resposta/download para baixar direto para seu computador e guardar.



sábado, abril 17

Câmara Municipal pode incluir o Holocausto na disciplina de História nos colégios públicos curitibanos

O vereador Emerson Prado (PSDB) levou a proposta de inclusão do Holocausto na disciplina de História do Ensino Fundamental nas escolas públicas de Curitiba. O parlamentar defende que as noções de racismo, preconceito e crueldade ajudam a conscientizar os cidadãos sobre cidadania, fazendo com que as próximas gerações não permitam atos semelhantes de genocídio e intolerância.

A ideia da proposta é abordar essa questão e mostrar o impacto do acontecimento e seus desdobramentos históricos. Prado declara que se deve evitar a negação e o esquecimento desse período da história. Durante a sessão, os vereadores emitiram suas opiniões a respeito dessa possibilidade. A maioria foi favorável e o projeto está em votação.

Manoel Knopfholz, presidente da Federação Israelita do Paraná, Pablo Berman, rabino da Comunidade Israelita do Paraná, e Leon Knopfholz, presidente da Loja Weizmann da B'nai B'rith Paraná, centenária organização judaica de defesa de Direitos Humanos e Valores Universais, participaram do plenário e defenderam a proposta. Essa não é a primeira vez que a B'nai B'rith busca inserir o Holocausto na rotina dos colégios.

Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, a instituição realizou, em setembro do ano passado, a "II Jornada Interdisciplinar sobre o Ensino da História do Holocausto". O evento abordou os desdobramentos e impactos dessa época aos professores da rede pública de escolas municipais. Em seguida, eles deveriam motivar os estudantes entre 9 e 14 anos a escrever uma redação a respeito desse tema. A B'nai B'rith foi fundada em 1843 e atua em mais de 50 países.

Sobre a B'nai B'rith

Fundada em 1843, a B'nai B'rith é uma instituição judaica que promove e pratica os valores universais do Judaísmo, acreditando na capacidade do ser humano de agir com Justiça, atuar e conviver com Amor e que luta pela defesa  dos Direitos Humanos, onde quer que os mesmos estejam sendo violados, independentemente da origem dos atingidos, contra o antisemitismo e o racismo e pela perenidade do povo judeu e do Estado de Israel.

A instituição atua em 54 países. Nos Estados Unidos, a B'nai B'rith fundou a Liga Antidifamação que tem como objetivo deter a difamação do povo judeu.


http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?op=gente&id=24082 - [15-04-2010]

sábado, março 6

Antigo campo de concentração é vandalizado na Áustria

Vaad Hahshoa Brasil: O termo traduzido erradamente pela Reuters para "dessacralização" não se aplica pois um campo de concentrção não é um local "sagrado", muito pelo contrário. O termo correto é "profanação", mas aqui é simplesmente vandalismo por se tratar de pichação do lado de fora do muro.

 


Dentro da incapacidade da mídia de relacionar fatos, no dia 16 de fevereiro
Mauthausen foi palco de outro incidente. Um grupo de skinheads resolveu fazer uma festa lá dentro, com rock nazista, se  fotografaram e divulgaram fotos com uniformes e fazendo saudações nazistas na frente das câmaras de gás. Pelo menos estes são honestos o suficiente para quererem continuar matando os judeus e não mentem dizendo que isso não ocorreu. Na foto abaixo os sobreviventes libertados em maio de 1945 tentam derrubar a águia do portão.

Mais de 200.000 pessoas passaram por Mauthausen durante a WW2. O campo além das matanças era um local de trabalho escravo e um dos campos onde os médicos nazistas faziam experiência horrorosas usando judeus, e também ciganos como cobaias humanas.


"A pedreira de Mauthausen foi o local da infame "Escada da Morte", onde prisioneiros eram obrigados a subir os 186 degraus da pedreira carregando blocos de pedra de 50 kgs em fila; como resultado disso, alguns prisioneiros exaustos caíam por cima dos outros, derrubando diversos homens na fila escada abaixo, num efeito dominó, para a morte ou graves ferimentos.


Esta brutalidade proposital seguia os métodos dos SS, que forçavam prisioneiros a subirem correndo os degraus da pedreira carregando pedras, após horas de trabalho pesado, sem comida nem água suficientes, e os que caíssem eram executados; os poucos sobreviventes participavam então do chamado Muro do Páraquedas, onde alinhados na crista da pedreira à beira do precipício, tinham a escolha de morrerem fuzilados perfilados na fila ou jogarem o companheiro ao lado pela borda do penhasco."

Mauthausen foi o principal local para o extermínio dos Testemunhas de Jeová, os "triângulos roxos" que segundo suas práticas religiosas, não aceitam a autoridade do Estado, apenas a de Deus e se recusaram a participar do nazismo como um todo, fazer saudações, usar emblemas, pertencer a Juventude Hitlerista etc, sendo definidos então como "inimigos do Estado", tendo mesmo destino dos judeus e ciganos. Mas havia uma diferença como citada pelo sobrevivente e escritor Ben Abraham no Brasil: "A diferença entre as Testemunhas e todos os outros prisioneiros é que, se renunciassem à sua fé e se comprometessem a denunciar os outros que praticavam a mesma crença, seriam soltas na hora. Mas preferiam permanecer presas a renunciar à fé."

Se você participa de eventos seja do Dia em Memória das Vítimas (27/jan ONU) ou do Yom Hashoa, nunca viu Testemunhas de Jeová nos eventos. Por várias vezes seus representantes foram convidados mas a resposta no século 21 continua sendo a mesma de 1938: não participam de nenhum solenidade cívica, onde quer que seja. Infelizmente não compreendem que em ambas datas (exceto quando realizadas em Câmaras de Vereadores ou Assembléias Legislativas) não há cerimônias cívicas e simplesmente se dissociam dos que compartilharam o destino com seus avós. Mas não esquecem o Holocausto e seu destino. Eles tem amplo material, inclusive em vídeo de sua história no conflito e promovem exposições muito bem feitas em todo o mundo onde... Os judeus são meio que irrelevantes no contexto da matança...

José Roitberg - jornalista


Plantão o Globo | Publicada em 05/03/2010 às 18h47m
Reuters/Brasil Online

VIENA (Reuters) - Um antigo campo de concentração na Áustria foi vandalizado com pichações antissemitas e antiturcas supostamente por ativistas de ultradireita, disseram autoridades nesta sexta-feira.
O incidente ocorreu durante a noite no muro externo do campo de Mauthausen, perto de Linz, e nenhum suspeito foi achado, disse à agência de notícias APA o diretor da polícia antiterror local, Michael Tischlinger. 

"Tal dessacralização não é uma travessura, os culpados haviam escolhido um alvo", disse Willi Mernyi, diretor do Comitê Mauthausen, que participa da preservação do local, onde cerca de 100 mil pessoas morreram durante o domínio nazista na Áustria (1938-45). 

"Há um ativo movimento de extrema direita na Alta Áustria que não se intimida nem mesmo em vandalizar um antigo campo de concentração", afirmou ele em nota.
Os partidos de extrema direita obtiveram quase um terço dos votos na eleição nacional de 2008, refletindo a xenofobia existente neste país alpino. 

(Reportagem de Sylvia Westall)

sábado, fevereiro 20

'Jud Suss', auge e queda de um ator durante o nazismo, na Berlinale

BERLIM — O filme "Jud Suss, auge e queda", do diretor alemão Oskar Roehler - que conta a vida do ator Ferdinand Marian, quem, em 1939, foi protagonista de uma fita de propaganda nazista, promovida por Joseph Goebbels - destacou-se nesta quinta-feira, em Berlim, onde disputa o Urso de Ouro.

Mostra como vive a elite nazista e, em especial, a relação de Goebbels, ministro de propaganda de Adolf Hitler, com os artistas e o mundo do cinema em Berlim, durante a Segunda Guerra, reconstruindo a execução do filme antissemita estrelado em 1940 no primeiro Festival de cinema de Veneza.

Durante o nazismo, o ator Ferdinand Marian (Tobias Moretti) era um dos melhores de sua geração. Era casado com uma bela judia, Anna (Martina Gedeck). Enquanto a filha do casal aprendia cantos e poemas nazistas na escola, eles escondiam um velho ator judeu em sua casa.

Segundo o roteirista Klaus Richter, que escreveu o argumento há oito anos, baseando-se em fatos históricos muito precisos, Hitler ordenou a Goebbels que se encarregasse de fazer uma fita de conteúdo nacional-socialista para desprestigiar os judeus; mas deveria fazê-lo com sutileza, para que não fosse percebido como "propaganda barata".

Goebbels escolheu o ator Ferdinand Marian - que, primeiro, se negou - para o papel de Joseph Suss Oppenheimer, conhecido como "Jud Suss", famoso por ter conseguido aumentar com impostos impopulares os recursos financeiros do ducado de Wurttemberg no século XVIII, tendo sido depois enforcado por acusação de alta traição.

A vida de Oppenheimer inspirou um romance em 1827, adaptado pelo cineasta Veit Harlan em 1940. Seu filme foi amplamente divulgado em toda a Europa, recebendo elogios, na época, de um jovem crítico de cinema italiano chamado Michelangelo Antonioni.

O cineasta Oscar Roehler disse que escolheu fazer o filme com a tentativa de reconstruir o mundo do cinema alemão da época, cheio de autossatisfação e arrivismo.

"Foi depois da Noite de Cristais (o pogrom de 1938 contra os judeus na Alemanha e Áustria). Já se sabia o que estava acontecendo, a perseguição aos judeus. Hitler reprovou a Goebbels não haver filmes nacional-socialistas que exaltassem a glória da Alemanha", declarou Roehler.

Moritz Bleibtreu, o ator que interpreta Goebbels, disse que "Jud Suss" permite aos alemães "atrever-se a olhar de outra forma a própria história, para distanciar-se dela sem esquecê-la".

Roehler disse que sua versão do filme antissemita de 1940 pretendia mostrar "o drama de um ser humano, o ator Ferdinand Marian, sua contradição, sua ingenuidade ao pensar que poderia trabalhar artisticamente num filme de propaganda antissemita sem causar dano aos judeus".

sexta-feira, fevereiro 12

O Carnaval Nazista

Siobhán Dowling
do Der Spiegel


O Carnaval alemão é uma expressão de diversão anárquica e de gozação daqueles que estão no poder. Mas os nazistas buscaram explorar o potencial das festividades para seus próprios fins. Carros alegóricos antissemitas e discursos atacando os inimigos da Alemanha eram comuns e uma reação contrária era rara.



Carro alegórico antissemita em Colonia em 1934

Era segunda-feira de Carnaval na cidade alemã de Colônia e as festividades de 1934 estavam em andamento. Dentre os muitos carros alegóricos que participavam do desfile tradicional, um exibia um grupo de homens vestidos como judeus ortodoxos. A faixa acima deles dizia: “Os Últimos Estão Partindo”. Afinal, aquele era o Carnaval sob o Terceiro Reich.

O carro alegórico foi uma das muitas expressões de antissemitismo que marcaram o período de Carnaval na Alemanha durante os anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial. Outro carro alegórico de 1935 parece um terrível arauto do Holocausto que viria. Em Nuremberg, onde as infames leis raciais antissemitas seriam introduzidas posteriormente naquele ano, uma figura em papel machê de um judeu estava pendurada em um modelo de moinho como se fosse uma forca.



 Carro alegórico antissemita em Colonia em 1936 na Parada das Rosas elogiando a perda de direitos políticos e sociais dos judeus

Até recentemente, era quase tabu falar sobre o Carnaval alemão e os nazistas na mesma frase. O Carnaval, o festival pré-Quaresma celebrado no oeste e sul predominantemente católicos da Alemanha, exibe um lado alegre, bem-humorado e ruidoso da Alemanha. Nada poderia ser mais distante dos horrores perpetrados pelo regime de Hitler.

Mas os nazistas “perceberam rapidamente o potencial do Carnaval”, diz o jornalista e historiador Carl Dietmar. Ele e o colega historiador Marcus Leifeld discutem este aspecto da Alemanha Nazista em seu novo livro, “Alaaf and Heil Hitler: Carnival in the Third Reich”. Pesquisando os arquivos das organizações carnavalescas, eles descobriram o quanto os nazistas conseguiram exercer controle sobre a festa.

‘Surpreendentemente heterogêneo”

Os nazistas viram que a tradição do Carnaval poderia ser usada para retratar suas noções de “Volk”, ou nação, alemã. Mas sua diversão anárquica e potencial de zombar daqueles no poder era algo que buscaram controlar rigidamente. Desde o início do regime nazista em 1933, havia ordens para não mencionar Hitler durantes as festividades. E os muitos encarregados pela organização do festival –os presidentes dos comitês, os chamados “Büttenredner” (animadores do carnaval) e aqueles que criavam os carros alegóricos– eram todos cuidadosos em obedecer essa ordem.



Desenhos de um carro alegórico de 1935 retratando quem fugiu da Alemanha nazista "Refugiados sob os tetos de Paris"

No geral, a nazificação da tradição foi um processo gradual e incompleto. A pergunta é quanto o Carnaval se tornou nazificado de um clube a outro, de uma cidade para outra. “É surpreendente quão heterogêneo era”, disse Leifeld para a “Spiegel Online”. As pessoas encarregadas pelo Carnaval refletiam uma sociedade mais ampla. Havia nazistas convictos e pessoas que apenas obedeciam as ordens. Também havia disputas dentro dos clubes, apesar de raramente refletirem qualquer questionamento fundamental da ideologia nazista; eram principalmente desentendimentos sobre quanto à tradição deveria ser mantida e quão longe as coisas deviam mudar para refletir a nova era.

Os autores também acabaram com o mito de que em Colônia, os organizadores do Carnaval de alguma forma resistiram à tomada pelos nazistas. A famosa “Narrenrevolte” (“A revolta dos bobos da corte”) de 1935, na qual o comitê local se recusou a se deixar assumir pela organização de lazer nazista Kraft durch Freude, foi apenas uma forma de manter o poder e os lucros consideráveis arrecadados durante as festividades, disse Dietmar à “Spiegel Online”. De forma semelhante, o presidente do comitê do Carnaval de Colônia era membro do partido nazista desde 1932 –mas isso não o impediu de retornar ao comando da organização do evento anual após a Segunda Guerra Mundial.



 O ministro nazista da propaganda, Paul Jospeh Goebells (sentado à dir)
se divertindo com o desfile de carnaval em Colônia 1935

Mas ocorreram alguns casos raros de desafio. Por exemplo, um grupo carnavalesco em Frankfurt ousou imprimir propagandas em um jornal mostrando o führer como bobo da corte carnavalesco. Uma equipe de nazistas foi imediatamente enviada para destruir o carro alegórico do clube e prender os editores, que passaram três semanas na prisão.

O famoso animador do Carnaval de Colônia, Karl Küppner, também teve problemas com as autoridades após fazer piadas demais sobre os nazistas. Em uma ocasião, ele estendeu a mão para fazer a saudação de Hitler e brincou: “Parece que vai chover”. Küppner acabou na prisão e foi proibido de continuar animando o Carnaval.

E o presidente do comitê do Carnaval de Düsseldorf, Leo Statz, pagou o preço mais caro por sua irreverência. Ele incomodava repetidamente os nazistas com suas canções carnavalescas satíricas e, em 1943, após questionar embriagado se a Alemanha venceria a guerra, ele foi preso pela Gestapo e acabou executado.

Mas estas foram exceções. No geral havia um alto grau de submissão ao regime. “Havia piadas em quase toda animação de Carnaval sobre os judeus e os inimigos, como os franceses ou russos”, diz Dietmar. Muitos dos carros alegóricos zombavam da Liga das Nações e os alvos favoritos de ódio eram os políticos americanos, como o prefeito de Nova York, Fiorello La Guardia, cuja mãe era judia.
Mas os nazistas também desconfiavam da tradição do Carnaval de desobediência atrevida em relação aos detentores do poder. Em grande parte organizado pela classe média baixa, o Carnaval era tradicionalmente uma das poucas formas de expressar as críticas contra os governantes autoritários.


 
Em 1933 Hitler determinou que sua imagem não poderia ser usada em
carros alegóricos ou no Carnaval. Nesta capa de revista da época e aparece
em um baile de Carnaval. Parece que em 2007, o carnavalesco da Viradouro
não conhecia essa determinação do próprio Adolf...


Os nazistas fizeram todos os esforços para domar os aspectos rebeldes do festival. Eles enfatizavam o desfile organizado e desencorajavam o aspecto de festa de rua das festividades. Durante o Carnaval, imagens de líderes nazistas tinham que ser retiradas por temor de que pudessem ser desfiguradas por foliões bêbados.

O Terceiro Reich tentou transformar a celebração em outro tipo de performance, semelhante aos comícios nos quais os nazistas demonstravam excelência. Os carnavais deles tinham “menos humor e mais pompa”, diz Leifeld. Por exemplo, a chamada Proclamação do Príncipe, que ocorre até hoje no Carnaval alemão, foi uma invenção nazista. Eles desencorajavam a tradição de pessoas se vestirem como o sexo oposto, devido à conotação homossexual. Também acabou a tradição de um homem vestido como mulher como parte do trio que liderava o desfile em Colônia. De 1936 em diante, esses papéis eram exclusivos das mulheres.

Para o regime, o Carnaval era uma ferramenta útil de propaganda para o mundo exterior. Havia repetidas referências aos empregos criados e ao crescimento econômico. Os nazistas lançaram uma campanha de propaganda para atrair turistas estrangeiros e mostrar o país sob uma luz favorável, a imagem de “alemães pacíficos, que não queriam guerra, apenas se divertirem”, diz Leifeld.
A campanha funcionou, com muitos turistas estrangeiros viajando para a Alemanha para o Carnaval, particularmente vindos da Holanda. Mais de 1 milhão de turistas teriam visitado Colônia no último Carnaval antes da guerra, em 1939.


Bonde de propaganda para festas de Carnaval da Organização Todd (a ala de convocação para o trabalho pelo Estado) em Colônia em 1935

A história do Carnaval reflete de muitas formas o processo pelo qual os nazistas tomaram a sociedade como um todo, diz Leifeld. Foi um processo lento mas contínuo, e não uma transformação completa do dia para a noite em 1933, quando os nazistas chegaram ao poder. A exclusão gradual dos judeus dos carnavais é uma indicação desse processo. Desde o século 19, muitos judeus exerciam papéis proeminentes nos carnavais, como por exemplo em Koblenz e Freiburg, e os judeus até mesmo fundaram seu próprio clube carnavalesco em Colônia, em 1922. Mas depois de 1930, o presidente desse clube emigrou para Los Angeles e, em 1935, cada clube teve que declarar que era completamente ariano.

Foi apenas nos últimos 10 anos, aproximadamente, que as pessoas começaram a demonstrar interesse por este aspecto esquecido da história alemã, em vez de desejar varrê-lo para baixo do tapete, diz Dietmar. As pessoas em Colônia e no restante da Alemanha querem saber a respeito da vida cotidiana durante o Terceiro Reich, sobre como eram as coisas localmente, diz Leifeld.

A história do Carnaval mostra de certa forma que os nazistas não eram forasteiros que repentinamente impuseram seu regime à Alemanha em 1933, mas que foi um processo gradual de “giro do parafuso”, até a sociedade se tornar nazificada, argumenta Leifeld.
“Eles não eram alienígenas do espaço”, ele diz. “Eles faziam parte da sociedade.”

http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=319551


terça-feira, fevereiro 9

"Frei" Boff com um texto interessante sobre o Holocausto

Pensar o ser humano depois de Auschwitz e do Holocausto

Teólogo - Leonardo Boff

Recordamos neste ano os 65 anos do Holocausto. É terrificante a inumanidade mostrada nos campos de extermínio, especialmente em Auschwitz, na Polônia. A questão chegou a abalar a fé de judeus e de cristãos, que perguntaram: como pensar Deus depois de Auschwitz? Até hoje, as respostas, seja de Hans Jonas do lado judeu, seja de J. B. Metz e de J. Moltmann do lado cristão, são insuficientes. A questão é ainda mais radical: como pensar o ser humano depois de Auschwitz?

É certo que o inumano pertence ao humano. Mas quanto de inumanidade cabe dentro da humanidade? Houve um projeto concebido pensadamente de redesenhar a humanidade. No comando devia estar a raça ariana-germânica, algumas seriam colocadas na segunda e na terceira categoria, e outras, feitas escravas ou simplesmente exterminadas. O nacional-socialismo tinha a clara consciência da inversão total dos valores. O que seria crime se transformou em virtude.

O livro mais perturbador que li e que não acabo nunca de digerir se chama: "Comandante em Auschwitz: notas autobiográficas de Rudolf Höss"(1958). Durante os dez meses em que foi interrogado pelas autoridades polonesas em Cracóvia, em 1946-1947, e finalmente sentenciado à morte, Höss teve tempo de escrever como enviou 2 milhões de judeus às câmaras de gás. Aí se montou uma fábrica de cadáveres que assustava aos próprios executores. Era a "banalidade da morte" de que falava Hannah Arendt.

Mas o que mais assusta é seu perfil humano. Não unia o extermínio em massa aos sentimentos de perversidade, sadismo e brutalidade. Ao contrário, era carinhoso com a mulher e filhos, consciencioso, amigo da natureza, um pequeno-burguês normal. Antes de morrer, escreveu: "A opinião pública pode pensar que sou uma béstia sedenta de sangue, um sádico perverso e um assassino de milhões. Mas ela nunca vai entender que esse comandante tinha um coração e que ele não era mau". Quanto mais inconsciente, mais perverso é o mal.

Eis o que é perturbador: como pode tanta inumanidade conviver com a humanidade? Não sei. Suspeito que aqui entra a força da ideologia e a total submissão ao chefe. A pessoa Höss se identificou com o comandante e o comandante com a pessoa. A pessoa era nazista no corpo e na alma e radicalmente fiel ao chefe. Recebeu a ordem do Fuhrer de exterminar os judeus, então não se deve pensar: vamos exterminá-los. Nunca se questionou porque "o chefe sempre tem razão". Uma leve dúvida era sentida como traição a Hitler.

Mas o mal também tem limites e Höss os sentiu em sua pele. Sempre resta algo de humanidade. Ele mesmo conta: duas crianças brincavam. Sua mãe era empurrada para dentro da câmara de gás. As crianças foram forçadas a irem também. "O olhar suplicante da mãe - comenta Höss -, nunca esquecerei". Os policiais os jogaram na câmara de gás. Muitos dos executores não aguentavam tanta inumanidade e se suicidavam. Ele ficava frio e cruel.

Estamos diante de um fundamentalismo extremo que se expressa por sistemas totalitários e de obediência cega, sejam políticos, religiosos ou ideológicos. A consequência é a produção da morte dos outros.

Esse risco nos cerca, pois demo-nos hoje os meios de nos autodestruir, de desequilibrar o sistema Terra e de liquidar, em grande parte, a vida. Só potenciando o humano com aquilo que nos faz humanos como o amor e a compaixão podemos limitar a nossa inumanidade.

http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdEdicao=1562&IdColunaEdicao=10802

segunda-feira, fevereiro 1

Horrores da Segunda Guerra em exposição no Recife

Horrores da Segunda Guerra em exposição

JC Online

http://jc.uol.com.br/canal/lazer-e-turismo/noticia/2010/01/30/horrores-da-segunda-guerra-em-exposicao-212583.php 

Moradores e visitantes do Recife têm até 31 de março para ver duas exposições internacionais sobre os horrores do Holocausto, como ficou conhecido o extermínio de seis milhões de judeus e de outros grupos indesejados do regime nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). As mostras, com entrada gratuita, estão em cartaz desde quinta-feira passada no Bairro do Recife e só no primeiro dia foram contempladas por 135 pessoas.

Uma das exposições é o testemunho do sofrimento de crianças judaicas de nacionalidade checa, prisioneiras na cidade de Terezín (Praga). Elas produziram desenhos, colagens e pinturas durante a permanência no campo de concentração. Parte do trabalho está disponível na Casa da Fundação Safra, na Rua do Bom Jesus, 191. Dos 15 mil meninos e meninas segregados em Terezín, pouco mais de cem sobreviveram.

O Museu Judaico de Praga, proprietário da mostra Os desenhos das crianças de Terezín, enviou 78 quadros ao Recife. Em sete peças a etiqueta identifica o autor como sobrevivente. "Nosso objetivo é tornar público o que foi feito e esperar que isso não se repita nunca mais. Pode ser pretensioso, mas cada um faz a sua parte", declara o ator Germano Haiut, responsável pela vinda das exposições.

Na Galeria Regional Nordeste (Rua do Bom Jesus, 237), o público verá a mostra Anne Frank – Uma História para Hoje, composta de 30 painéis com a história da adolescente alemã que morreu de febre tifoide no campo de concentração de Bergen-Belsen.

A exposição, criada em 1996 pela fundação que leva o nome da jovem, em Amsterdã (Holanda), é itinerante e se apresenta em 20 línguas. "Essa história é muito bem documentada. Queremos chamar a atenção para questões ligadas a tolerância, paz e direitos humanos", destacam Anja Witzel, coordenadora pedagógica da Casa de Anne Frank na Alemanha e Joëlke Offringa, do Instituto Plataforma Brasil.

Germano Haiut informa que as mostras fazem parte do projeto Paralelos, que tem como meta divulgar o valor da tolerância entre os povos. As exposições ficam abertas de segunda a sexta, das 8h às 18h, e nos domingos à tarde. Por causa do Carnaval, as visitações serão suspensas de 6 a 21 de fevereiro.

Hoje, o Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco encerra a mostra Ao Recife o que o Recife não conhece, no Paço Alfândega, sobre a presença judaica no Estado. Faz parte da programação do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, 27 de janeiro. "Os acontecimentos históricos que marcaram tantas gerações geram revoltas. Hoje, esse ressentimento vem sendo trabalhado na construção de caminhos para uma convivência entre culturas, respeito às diferenças étnicas e sociais", diz a presidente do Arquivo, Tânia Kaufman.

sábado, janeiro 30

Einsatzgruppen - 17.Jan.2010 - RJ



ATENÇÃO - CONTEÚDO GRÁFICO PESADO - 18 ANOS. Pequena compilação sobre a carnificina dos Grupos de Ação nazistas nos Estados Bálticos no Holocausto e principalmente a participação da população local...  

sexta-feira, janeiro 29

Holocausto: Netos de Aristides de Sousa Mendes querem "corrigir a memória"

obs Vaad Hashoa Brasil - o diplomata Arisitides de Souza Mendes sempre é lembrado nas solenidades do Dia do Holocausto no Brasil e há muitos anos tem sua placa no Jardim dos Justos entre as Nações do Yad Vashem em Jerusalém. Parece que a história do diplomata português é melhor contada fora de Portugal, mas isso se deve às décadas do regime fascista de Salazar, como exposto na matéira abaixo.

Aristides de Sousa Mendes

Quando a 2.ª Guerra Mundial começou, Aristides de Sousa Mendes era diplomata português em Bordeaux. Pai de 12 filhos, mostrou que "era mais preocupado com os outros do que com a própria família", como afirmou, ao JPN, o seu neto, Álvaro Apoim de Sousa Mendes. O cônsul sentiu que "tinha de desobedecer às ordens de Salazar, como ser humano e cristão". O diplomata ficou conhecido pelo "Schindler português" quando assinou 30 mil vistos para a entrada de judeus em Portugal, em 1940. Foi punido por Salazar e acabou por morrer na miséria. O processo relativo ao cônsul só foi descobertos em 1988.

Holocausto: Netos de Aristides de Sousa Mendes querem "corrigir a memória"

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Descendentes de Aristides de Sousa Mendes evocaram o período perante os alunos do Colégio Luso-Internacional do Porto. Instituição organizou uma série de iniciativas relacionadas com o tema.

Para "corrigir a memória" e contar a história "de forma verdadeira", a Fundação Aristides de Sousa Mendes marcou presença, esta quarta-feira, na evocação do Dia Internacional do Holocausto organizada pelo Colégio Luso-Internacional do Porto (CLIP).

"O legado [deixado por Aristides de Sousa Mendes] tem de ser utilizado com conhecimento de causa, já que há a consciência de valores importantes, como a solidariedade com os povos", disse, ao JPN, António Moncada de Sousa Mendes, neto de Aristides e membro da administração da fundação.

Os descendentes do diplomata português, que salvou milhares de pessoas do genocídio nos anos 40, deslocaram-se ao CLIP a convite da instituição, que tem vindo a programar uma série de iniciativas sobre o Holocausto. Uma prova, diz Álvaro Apoim de Sousa Mendes, presidente da fundação, de que a mensagem que o seu avô transmitiu "continua a ser actual, pois trata-se de um verdadeiro amor pelo próximo".

Os netos de Aristides Sousa Mendes também falaram sobre as iniciativas da Fundação Aristides Sousa Mendes. Acções nas escolas, como a que aconteceu no CLIP, e o apoio a investigadores na publicação de livros e filmes (como é o caso de "O Cônsul de Bordéus", que estreia em Junho nas salas portuguesas) são algumas das actividades da instituição.

Os netos pretendem ainda que a Casa do Passal, onde morou Aristides de Sousa Mendes, seja aberta ao público. Lá vai ser possível ver objectos e livros da biblioteca do diplomata, "para que se torne numa casa de paz e memória". A propriedade, que tinha sido perdida pela fundação com a morte do cônsul, em 1956, foi recentemente adquirida pela instituição.

Para assinalar a efeméride, os alunos do CLIP preparam uma exposiçãoexposição sobre o tema e construíram, simbolicamente, um Muro das Lamentações.O Dia Internacional do Holocausto foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas para a memórias das vitimas. Foi a 27 de Janeiro que as tropas soviéticas entraram no campo de concentração de Auschwitz. Natália Almeida, membro e activida da Amnistria Internacional, relembra, a este propósito, que ainda existem genocídios actualmente, como o que acontece em Darfur, no Sudão.

http://jpn.icicom.up.pt/2010/01/27/holocausto_netos_de_aristides_de_sousa_mendes_querem_corrigir_a_memoria.html

Parlamento de Portugal aprova Dia de Memória do Holocausto

A Assembleia da República aprovou por unanimidade a instituição do dia 27 de Janeiro como o Dia de Memória do Holocausto para «não deixar esquecer uma tragédia sem dimensão» e «a opressão contra os judeus e as minorias».

A iniciativa, subscrita por todos os partidos com representação parlamentar, mereceu também o apoio do Governo, pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão.

Lacão apontou o Holocausto como um acontecimento da História contemporânea que merece «um convicto e determinado nunca mais».

«Recordar o Holocausto é algo a que as sociedades actuais não se podem furtar», para que não se esqueçam os «fenómenos de intolerância, racismo, homofobia e xenofobia» que «recrudescem em vários pontos do mundo», afirmou o ministro dos Assuntos Parlamentares.

«A luta da liberdade contra a tirania é também a luta da memória contra o esquecimento», referiu.

O deputado do CDS-PP João Rebelo salientou a «tragédia sem dimensão» do Holocausto e manifestou o desejo de que os campos de concentração nazis «não possam encontrar o esquecimento da História».

Pelo PS, a deputada Rosas Albernaz apontou este acontecimento como «um período de trevas» que «atingiu as dimensões da loucura» e defendeu que a consagração deste dia «honra os princípios humanistas e progressistas em que se fundou o Portugal democrático».

Já Luís Campos Ferreira, do PSD, disse que este Dia de Memória do Holocausto é um «combate ao branqueamento e ao silêncio» e «um grito intemporal» para que a História não se repita.

O BE considerou o Holocausto «uma vergonha para a condição humana» e o «grotesco resultado das teses segundo as quais há pessoas supérfluas».

«O direito a ter direitos é a expressão da dignidade intrínseca de todos e de todas, independentemente da raça, do sexo, da orientação política, da religião», afirmou o líder parlamentar José Manuel Pureza.

O deputado do PEV José Luís Ferreira sublinhou que os partidos devem ter um papel de «responsabilidade de estarem atentos aos fenómenos do racismo e da xenofobia».

Finalmente, o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, criticou «as atrocidades do nazi-fascismo» na «opressão contra o povo judeu e as minorias».

http://diario.iol.pt/sociedade/parlamento-memoria-holocausto-tvi24-ultimas-noticias/1135135-4071.html

quinta-feira, janeiro 28

NUNCA MAIS? Nunca mais o quê?

Não há frase mais dita e gritada, seja por oradores, seja pelo público emocionado nas cerimônias do Dia do Holocausto pela ONU e do Yom Hashoa.

Cada vez que ouvi estas duas palavras da boca de sobreviventes, de políticos e de lideranças comunitárias, até mesmo em Israel sempre fiquei incomodado. O que não deveria ou não poderia ocorrer nunca mais?

Seria o antissemitismo? Se é, a frase não tem efeito, pois temos as ações antissemitas por todos os cantos, sendo 2009 o ano com o maior número de registros desde o final da Segunda Guerra.

Seria o preconceito contra os judeus? Está ai a torto e à direita.

Seria a matança de judeus? Bem, desde 1945, um líder árabe atrás do outro teve essa matança como agenda política internacional aberta, agora assumida por iranianos e afegãos.

Seriam os genocídios em geral? Quantos ocorreram após 1945? Centenas de milhões foram trucidados pelos diversos comunismos. Milhões pereceram em conflitos raciais entre negros na África. Mais de 1 milhão de mortos na Partilha do subcontinente indiano entre Índia, Paquistão Ocidental e Paquistão Oriental (Blangladesh). Também não funciona esta frase neste contexto.

Então, quem disse? Quem a criou? Qual era o seu contexto original? O que houve no caminho para que esse NUNCA MAIS tenha se tornado um brado generalizado, incompreensível e com pouco sentido prático.

A frase foi cunhada pelo rabino Meir Kahane em 1968 nos EUA, quando fundou a Liga de Defesa Judaica, grupo armado (legalmente) dentro dos Estados Unidos para defender fisicamente os judeus do antissemitismo. Não fosse isso necessário em 1968, não teria sido feito. Era uma época de forte sonflitos entre negros e judeus, principalemente no Brooklin. Estavam contra os judeus os Panteras Negras e os muçulmanos liderados por Malcom X (assassiando também) e até hoje por Louis Farrakan. Não restaram estatísticas desta época para sabermos qual era a intensidade do antissemitismo.

Kahane é mais execrado pelos judeus em geral por sua luta intransigente pela vida judaicae por Israel que o Naturei Karta, pela sua vontade de destruição de Israel. Kahane também fundou o grupo e partido politico Kach e deste grupo se originou o Ygal Amir, que assassinou Ytzhak Rabin. Mas isso foi anos após o assassinato do rabino Kahane, em plena Manhattan, por um terrorista árabe-americano que o abateu a tiros na nuca quando saia de uma palestra. Kahane foi assassinado pelo americano de origem egípcia El Sayyid Nossair. Seu fuga era num taxi dirigido pelo comparsa Abouhalima, mas ele pegou o taxi errado. Num engarrafamento, fugiu a pé, foi perseguido por um policial com quem trocou tiros até ser atingido. Além do policial outro transuente de 73 levou um tiro na perna. O juri simplesmente absolveu Nossair, apesar das provas balísticas e testemunhais, condenando-o por posse de armar e outros crimes menores, sendo uma das maiores vergonhas do judiciário americano. Em seu pronunciamento de sentença o juiz disse que os Estados Unidos estavam sendo "estuprados" por este veredicto. Os dois, foram depois condenados por fazerem parte do complô do primeiro atentado com carro bomba contra o World Trade Center.

O pai de Kahane, também rabino era muito amigo de Jabotinsky e na juventude Kahane pertenceu ao Betar. Tudo isso fazia parte do movimento Sionista Revisionista (sionismo de direita, mas direita judaica e não facismo). O Kach foi  fundado em 1971 com uma plataforma politica aberta anti-árabe exigindo a anexação de todos os territórios ocupados em 1967 e a expulsão dos árabes de lá, uma mera reposta à expulsão de 800 mil judeus dos países árabes entre 1948 e 1956. Se aqueles países tiveram este direito inconteste internacionalmente e fizeram essa expulsão e exproriação de imóveis em bens com aprovação internacional, por que Israel não teria o mesmo direito?

Baruch Goldstein que assassinou brutalmente 34 palestinos na Caverna dos Patriarcas em 1994 (morto em seguida pela segurança) pertenceu a JDL, mas não fazia parte do grupo quando cometeu seu crime. Aliás, seu túmulo é local de peregrinação pelos extremistas ortodoxos em Israel. Um herói! Um covarde...

Ao fundar a JDL em 1961 a frase que Kahane disse foi:

"Nunca mais os judeus serão levados para a morte sem reagir" e aí o simplificado e banalizado "nunca mais" passa a ter sentido.

Mas quem removeu o resto da frase? Israel como Estado se baseia nela. Foi a esquerda judaica. Como esquerdistas poderiam usar uma frase de seu maior "demônio" de direita? Mudando a frase.

Que bobagem é essa? Judeus serão levados novamente à morte? Por que não? Mas reagirão. Só que essa esquerda judaica contemporânea não é herdeira dos jovens dos movimentos juvenis judaicos de esquerda que foram para as florestas matar os soldados nazistas ou serviram ou se juntaram ao exército soviético para combater nazistas. Esta esquerda judaica contemporânea pretende ser politicamente correta acreditando que a prerrogativa de não fazer mal aos judeus é universal, que o antissemitismo não realmente algo que exista e que os judeus não devem se defender, mas devem acreditar que outros os defenderão... Esta esquerda não acredtia no embate entre o Islã e o ocidente.

Imagine só: Kahane apoiava o governo americano na Guerra do Vietnã! Kahane era inimigo declarado da política soviética! Como a esquerda judaica pode suportar isso?

E não há falta de lógica nisso. Se estas pessoas continuam cultuando a possibilidade de recriar um sistema de estado socialista, se estas pessoas acham que podem ser judias num comunismo que aboliu e perseguiu todas as religiões, por que também não podem achar que o antissemitismo não existe? Como a lógica é toda torcida esta perversão acaba sendo sua própria lógica e própria verdade e como tudo que é pensamento de esquerda, precisa prevalecer sobre todos os outros.

Para sintetizar essa consolidação da esquerda judaica no poder, peço que deem uma olhada na fonte mais insuspeita sobre o judaísmo a Jewish Virtual LIbrary, fonte de consulta quase obrigatória. http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/biography/kahane.html

Fui lá para ver o que ele diziam. Na linha 11, um resgate incorreto do "Never Again", mas pelo menos atribui a frase ao autor certo. Mas nas linhas 2 e 7 (de baixo para cima) um revisionismo porco, ridículo e lamentável: Kahane morreu!!! O artigo sobre a biografia dele não cita que ele foi assassinado. Isso é uma vergonha... Voz passiva! O judeu morreu... O judeu não foi morto.... Estou levando esse caso a ADL.

"Nunca mais os judeus serão levados para a morte sem reagir"

Esse é o lema completo sobre o que os judeus aprenderam ou deveriam ter aprendido sobre o Holocausto.

José Roitberg - jornalista e coordenador do Vaad Hashoa Brasil

Ensino do Holocausto em escolas precisa ser reforçado

Publicada em 26/01/2010

Reuters/Brasil Online

VARSÓVIA (Reuters) - As escolas e museus europeus precisam tornar mais clara a relação entre o Holocausto e os direitos humanos quando ensinam as atrocidades do nazismo, defendeu um estudo publicado na terça-feira, véspera do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

Ministros da Educação europeus vão debater na terça-feira na Polônia o estudo, preparado pela Agência dos Direitos Fundamentais (FRA) da União Europeia, antes de comparecer às cerimônias de quarta-feira marcando o 65o. aniversário da liberação do campo de extermínio nazista de Auschwitz.

Grupos judaicos manifestaram preocupação sobre o que vêem como um aumento do antissemitismo em alguns países europeus e pediram um incremento no ensino sobre o Holocausto, no qual se estima que seis milhões de judeus foram mortos.

"Os achados do estudo mostram que relacionar o ensino sobre o Holocausto ao ensino sobre direitos humanos representa um grande desafio, não apenas para os funcionários do memorial, mas também para os professores nas escolas", disse a FRA em comunicado.

A Polônia abrigava a maior população de judeus da Europa antes da Segunda Guerra Mundial e diversos campos da morte nazistas estavam localizados em seu território. Auschwitz era o maior e é o mais conhecido deles

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/01/26/ensino-do-holocausto-em-escolas-precisa-ser-reforcado-915708562.asp

Vítimas do Holocausto são homenageadas em Curitiba

Dia 27 de janeiro é comemorado internacionalmente as homenagens em memória das vítimas

Nesta quarta-feira (27), às 19h, o presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, Nelson Justus participa da cerimônia do Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto, em Curitiba. A data foi criada em 2005, pela Assembléia Geral das Nações Unidas e homenageia os seis milhões de judeus e às outras vítimas do extermínio nazista.

A resolução 60/7 de 1º de novembro de 2005, que denomina o dia 27 de janeiro, já foi adotada por vários países, incluindo Grã-Bretanha, Itália e Alemanha. A data foi escolhida, pois, em 27 de janeiro de 1945, o Exército Vermelho libertou Auschwitz-Birkenau o maior e o mais terrível Campo de Concentração e Extermínio nazista, em cujas câmaras de gás pereceram, pelo menos, 1.100.000 de seres humanos, em sua maioria absoluta judeus.

"No Paraná, proposta pelo Presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus, a Lei que institui no calendário oficial do Estado do Paraná a data de 27 de janeiro como "O Dia em Memória das Vítimas do Holocausto" foi aprovada por unanimidade, a exemplo do que ocorre em outros estados da Federação", lembra o presidente da B'nai B'rith do Paraná, Leon Knopfholz.

O texto da resolução rejeita qualquer questionamento de que o Holocausto foi um evento histórico, enfatiza o dever dos Estados-membros de educar futuras gerações sobre os horrores do genocídio e condena todas as manifestações de intolerância ou violência baseadas em origem étnica ou crença.

A resolução pede também ao Secretário-Geral que crie um programa de comunicação sobre o tema "O Holocausto e as Nações Unidas" e que incentive a sociedade civil a promover a memória do Holocausto e iniciativas educativas.

Jan Elliasson, que na ocasião da criação da resolução presidiu a Assembléia Geral, lembrou que parte da missão original da ONU, criada após a Segunda Guerra, era assegurar que atrocidades como o Holocausto não voltariam a acontecer.

http://www.bemparana.com.br/index.php?n=133759&t=vitimas-do-holocausto-sao-homenageadas-em-curitiba

Mais de 43 mil morreram no primeiro campo de concentração

Reportagem especial na Alemanha marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado nesta quarta-feira

Esta quarta-feira (27) marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, quando seis milhões de judeus foram mortos durante a Segunda Guerra Mundial e nos campos de concentração nazistas. Os repórteres da TV Globo Mônica Silveira e Robson Batista estiveram em Dachau, na Alemanha, onde foi construído o primeiro desses campos de concentração (foto 1). Lá, 43 mil pessoas morreram. Algumas de fome, outras de doença. A maioria foi executada.

Hoje, Dachau se transformou em um museu (foto 2), que conta um pouco dessa história de violência e intolerância. As pessoas que visitam o local refazem um caminho que mais de 200 mil prisioneiros de diversos países foram obrigados a atravessar ao longo dos 12 anos em que o campo de concentração de Dachau funcionou. O local fica a 20 quilômetros de Munique, no sul da Alemanha.

O campo foi construído para prisioneiros políticos, em 1933, logo depois de Adolph Hitler assumir o poder. Serviu de modelo para a construção de outros. Os visitantes vêm de todo o mundo e se escandalizam ao ver um pouco do que sofreram judeus, homossexuais, religiosos e comunistas perseguidos pelos nazistas. Parte dessa história está contada no museu que fica dentro do local. Fotos mostram os 34 alojamentos onde os presos viviam a cada manhã a esperança de não serem mortos. Três galpões foram usados para as mais absurdas experiências médicas.

Um dormitório foi reconstruído nos anos 60 para que se possa ver como era a vida dos prisioneiros. Um dormitório foi construído para duzentas pessoas, mas chegou a abrigar duas mil no fim da guerra.

Os prédios foram destruídos pelas forças aliadas, no fim da guerra, mas depois reerguidos para que a história não fosse jamais esquecida. Lá, morreram 43 mil pessoas. Algumas de fome, outras de doença, como tifo, mas a maioria foi executada. Um crematório foi considerado pouco quando o número de mortos cresceu, em 1940. Outro foi construído, com quatro fornos (foto 3).

A câmara de gás, onde os prisioneiros seriam levados achando que tomariam um banho, nunca chegou a funcionar, mas sabe-se que muitas execuções foram feitas aí dentro. Em 29 de abril de 1945 as tropas americanas libertaram os sobreviventes.

Pola Berenstein (foto 4), de 88 anos, é uma sobrevivente do holocausto. Ela nunca esteve num campo de concentração, embora tenha perdido muito parentes lá. Mas foi obrigada a deixar a terra onde vivia, na Romênia, e levada numa caminhada sem rumo e que parecia sem fim. Do grupo inicial de mil pessoas, apenas 50 sobreviveram.

"A gente vê mulher que dá à luz e deixa a criança e vai embora, e muitas com fome, andar, andar, 30, 40 quilômetros por dia e chegando no lugar já passou uma turma lá e sujo, tudo, não tem onde se deitar, não tem nada, onde descansar. A pessoa cansa também, né? E morrendo gente. Morreu, a gente vai embora. Ninguém não ligava nada, nada, nada. Você sabe, ninguém eu acho que não chorava mais. Todo mundo comentava, né? Por que?", relembra.

Pola e o marido se instalaram no Recife depois da guerra e tiveram três filhos. O marido, Leon, morreu há 33 anos. O corpo dele está enterrado no Cemitério Israelita, ao lado de outros 20 sobreviventes judeus da Segunda Guerra. O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto tem um significado especial para a comunidade judaica em Pernambuco.

"A mensagem que a comunidade judaica deveria agora apresentar é apesar de sermos considerados os diferentes em períodos de restrições de liberdade de consciência, nós aqui chegamos, aqui ficamos, aqui reconstruímos nossas vidas. Aqui nossos ressentimentos foram transformados num desejo de reconquistar uma cidadania que nos foi oferecida no momento em que os primeiro imigrantes aqui chegaram", disse Tânia Kaufman (foto 5), presidente do Arquivo Histórico Judaico.

Somente seis judeus sobreviventes da guerra moram no Recife. A maioria não tem coragem de visitar um campo de concentração, nem de ver filmes sobre os horrores daquele tempo. "Eu não gosto. Pode mostrar um monte na televisão, montes de mortos assim do campo de concentração. Ontem mostrou um filme, mas não gosto...eu lembro...eu vi morte com os olhos abertos, centenas de pessoas", fala Pola Berenstein.

Nesta quinta-feira, a cerimônia pelo Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto terá a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estará no Recife cumprindo agenda política antes de viagem para Davos, na Suíça. A cerimônia será às 17h na Sinagoga Kahal Zur Israel, no Bairro do Recife.

Rússia assinala libertação de Auschwitz com publicação do diário "No Centro do Inferno"

Moscovo, 27 Jan (Lusa) -- A Rússia assinala o 65º aniversário da libertação dos prisioneiros do campo de concentração nazi de Auschwitz pelas tropas soviéticas com a publicação em russo do diário "No Centro do Inferno", escrito por um dos membros do "sonderkommando" que actuou nesse campo da morte.

Rússia assinala libertação de Auschwitz com publicação do diário "No Centro do Inferno"

O diário pertence ao judeu Zalman Gradovski, que fazia parte de um "sonderkommando", equipa constituída por prisioneiros jovens e saudáveis que cremavam os restantes reclusos, conseguindo assim retardar o seu próprio extermínio.

Entre Dezembro de 1942 e Outubro de 1944, Gradovski tinha por tarefa limpar as câmaras de gás dos cadáveres, atirá-los para os fornos e limpar a cinza. O envenenamento dos prisioneiros era prerrogativa dos oficiais e soldados nazis.

Papa pede que crimes do Holocausto "nunca se repitam"

Da EFE

Cidade do Vaticano, 27 jan (EFE).- O papa Bento XVI condenou hoje o "cego ódio racial e religioso" que levou os nazistas a matar milhões de pessoas nos campos de extermínio, na maioria judeus, e fez votos para que "nunca se repitam crimes de tão inaudita ferocidade".

Diante de milhares de fiéis que assistiram na Sala Paulo XVI do Vaticano à audiência pública das quartas-feiras, o papa lembrou o dia lembrado hoje em memória daquele 27 de janeiro de 1945, quando as tropas soviéticas libertaram os detidos do campo de concentração de Auschwitz (Polônia).

Bento XVI afirmou que a libertação dos "poucos sobreviventes" e a entrada nesse campo revelaram ao mundo "o horror de crimes de inaudita crueldade".

O pontífice acrescentou que hoje se lembra todas as vítimas desses crimes, "especialmente da aniquilação planejada dos judeus".

"Comovidos, pensamos nas inumeráveis vítimas de um cego ódio racial e religioso, que sofreram a deportação, a prisão e a morte naqueles lugares desumanos. A memória desses fatos, em particular do drama da Shoah que abateu o povo judeu, gera sempre o mais convicto respeito da dignidade de toda pessoa, para que todos os homens se sintam membros de uma grande família", disse o papa.

Bento XVI rogou a Deus que ilumine os corações e as mentes das pessoas, "para que nunca se repitam semelhantes tragédias". EFE

Lembrar Holocausto é "advertência" para políticos e cidadãos, diz Berlusconi

Da EFE

Roma, 27 jan (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse hoje que a memória e a história da Shoah (Holocausto) são "uma advertência para políticos e cidadãos", e afirmou que a lembrança "é um dever para que não volte a ocorrer".

"Foi confiada às instituições a competência de prestar homenagem às vítimas e de proteger as futuras gerações das delirantes ideologias inspiradas no ódio racial", acrescentou Berlusconi, em comunicado divulgado hoje pela Presidência do Governo.

Com a realização há dez anos na Itália do dia que lembra hoje o 65º aniversário da libertação do campo de Auschwitz-Birkenau pelas forças soviéticas, "a lembrança da Shoah saiu do âmbito estritamente privado", disse o primeiro-ministro da Itália.

"Os sentimentos de indignação e rebelião que se vive neste momento de grande emoção, frente às provas de tão horrível crime, são compartilhados por quem tem a responsabilidade do Governo", acrescentou.

Essa lembrança, segundo Berlusconi, deve ser "um empurrão positivo para construir uma sociedade moderna e democrática na qual todos, indistintamente, possam conviver em serenidade e harmonia". EFE

JUDEUS E CATÓLICOS CELEBRAM DIA DA MEMÓRIA PELO HOLOCAUSTO

TRIESTE, 27 JAN (ANSA) - No Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto, o rabino-chefe da cidade italiana de Trieste, Itzhak David Margalit, agradeceu "sobretudo aos italianos que ajudaram os judeus durante as perseguições".

O chefe religioso falou durante a cerimônia realizada em homenagem à data, que ocorreu na Risiera di San Sabba -- campo de concentração e extermínio que operava em Trieste durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Margalit lembrou que muitos italianos "ajudaram também minha família, arriscando suas vidas pelos outros". "A eles vai nosso agradecimento", acrescentou o rabino.

Além do representante judeu, a solenidade contou com a presença do sacerdote sérvio ortodoxo Rasko Radovic, de um representante das Igrejas Protestantes da cidade e do arcebispo católico, Giampaolo Crepaldi.

"Somos convidados a cultivar o dever da oração e da responsabilidade da memória para que no futuro a humanidade seja poupada de tragédias similares", afirmou Crepaldi.

Durante a cerimônia religiosa que se seguiu à civil, o religioso lembrou que "ideologias aberrantes negaram dignidade e liberdade aos homens, filhos de Abraão, pai dos crentes, alimentando distorcidas e desumanas teorias para justificar a eliminação de populações inteiras, de fieis e, em geral, de pessoas indefesas".

O arcebispo de Trieste também confessou ter "esperança de uma humanidade renovada pela fraternidade e paz, na qual a memória do passado se abra para percorrer os caminhos desafiantes da reconciliação, por um mundo no sentido da solidariedade". (ANSA)

ONU inaugura 2 exposições em N.York sobre Holocausto

Da EFE

Nova York, 27 jan (EFE).- As Nações Unidas inauguraram hoje em Nova York duas exposições que lembram os 65 anos do fim do campo de concentração nazista Auschwitz-Bikernau (Polônia) e o legado das vítimas do Holocausto.

"Os sobreviventes do Holocausto não estarão conosco para sempre, mas seu legado tem que estar presente", afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na mensagem elaborada especialmente para a data.

Para Ban, a comunidade internacional tem que preservar a história, através da educação, dos atos de lembrança e, sobretudo, aumentado os esforços para prevenir genocídios e outros crimes do gênero.

"Todos eles têm uma mensagem crucial para todos nós. É uma mensagem de triunfo do espírito humano. É um testamento vivo de que a tirania, embora surja, não prevalecerá", ressaltou o secretário-geral da ONU.

Na exposição "Gerações: Sobrevivência e Legado da Esperança" são mostradas as doutrinas dos sobreviventes para as futuras gerações, assim como também para os que passaram situações similares.

Através do exemplo de quatro famílias originárias da Polônia e da Alemanha, vítimas do regime nazista, são expostas a necessidade de enfrentar as feridas da guerra e a obrigação de manter viva a lembrança dos mortos.

Já a mostra "Arquitetura da Morte: os Planos de Auschwitz-Bikernau" apresenta documentação histórica do Diretório Central de Construção da SS nazista, que se encarregou da criação do campo de extermínio.

Entre os documentos se destacam planos, fotografias e o álbum de construção usados para a edificação do campo.

As exposições fazem parte das várias atividades realizadas pelas Nações Unidas em memória das vítimas do nazismo, que terão seu ponto culminante com a realização de um concerto na Assembleia Geral. EFE

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1465346-5602,00-ONU+INAUGURA+EXPOSICOES+EM+NYORK+SOBRE+HOLOCAUSTO.html

Head of the European Jewish Congress says that current anti-Semitim illustrates the need for commemeration of the Holocaust

Head of the European Jewish Congress says that current anti-Semitim illustrates the need for commemeration of the Holocaust

Anti-Semitic incidents in Poland from this week alone show the need for vigorous efforts to commemorate the Holocaust, the president of the European Jewish Congress told reporters this week, ahead of International Holocaust Day.

"This week we saw the language of Adolf Hitler and Adolf Eichmann in Poland," Moshe Kantor said. He was referring to statements attributed to the Krakow-based Bishop Tadeusz Pieronek, who was quoted as telling an Italian Catholic news web site that the Shoa, or holocaust, was a "Jewish invention."

Kantor, who spoke about this issue at a press conference in Krakow, was also referring to the spraying of anti-Semitic graffiti on the community building of the Jewish community in the city of Wroclaw in western Poland this week.

"Keep in mind these things were said in the center of a murdered [Jewish] civilization of one million people," Kantor said of Pieronek's statements. "This man is a bloody anti-Semite."

The Polish daily Rzeczpospolita on Tuesday ran an interview with Pieronek, in which he explained that he told the Italian reporter who interviewed him that the Jews had invented the word Shoa, and not the extermination of six million Jews, which he said "no reasonable person would deny." He also said it was the Jewish People's right to use the Holocaust to their advantage.

"We should not pay attention to the wording," Kantor said in rejecting the bishop's explanations. "We should pay attention to the essence." He condemned the spraying of the words "Jude Raus" (German for "Jew out") in Wroclaw.

"This is a disgraceful act of intolerance and anti-Semitism and the Polish authorities need to move quickly and decisively to catch and punish the perpetrators," said Michael Freund, the founder of the non-profit Shavei Israel.

The offensive graffiti was sprayed on the building which serves as the headquarters to the Poland emissary of the nonprofit group that seeks to return "hidden Jews" to Judaism's fold.

"The best response to those who seek to intimidate Jews is to fortify and strengthen Jewish life and that is precisely what we will do," Freund added.

The Wroclaw community center serves between 500 to 1,000 Jews, according to the organization's emissary to Poland, Rabbi Yitzchak Rapoport. He said the last time such graffiti was scribbled on the community building's walls was during Operation Cast Lead last January.

Rapoport said the graffiti may have been connected to increased media coverage of Jewish issues in the Polish press ahead of a ceremony at the Auschwitz Nazi death camp on Wednesday, commemorating 65th years since the camp's liberation, but that he wasn't sure of this.

The event was attended by Prime Minister Benjamin Netanyahu and other prominent Israeli politicians, as well as European Parliament members.
Kantor said he would speak with some of the people attending about opening an academic institution on tolerance and security, two concepts which Kantor described as inter-dependent.

http://www.haaretz.com/hasen/spages/1145757.html