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sábado, fevereiro 20

Um dos mais podres negacionistas do Holocausto volta a ação

Está prevista para o dia primeiro de março a libertação do revisionista mentiroso e caluniador do Holocausto e suas vítimas, o canadense Ernst Zundel, 69. Cumpria pena de 5 anos na Alemanha por incitamento ao ódio racial. Foi extraditado do Canadá em 2005. Zundel é tão picareta que em seus livros e textos define Hitler como "um homem de paz..."

Da mesma foram que aconteceu com o proprietário da Rádio Islã na Suécia, muito mais racista que Zundel, as penas atribuídas na Europa para racistas, caluniadores e mentirosos é muito baixa. Elas são cumpridas enquanto os sites e atividades dos condenados continuam no ar e ao sair da cadeia, voltam imediatamente a cometer os mesmo crimes e fica tudo por isso mesmo, até porque em todos os países democráticos ninguém pode ser condenado mais de uma vez pelo mesmo crime.

Só que a justiça ocidental ainda não compreendeu o carácter da Internet de "crime continuado." Na minha visão, que não é a dos Estados ocidentais e dos juristas, um texto criminoso que leva alguém a uma condenação e permanece desde então disponível na Internet é um crime a cada instante e não o "mesmo crime."

No Brasil as coisas são exatamente iguais e temos S.E Castan condenado em última instância no STF não cumprindo pena devido a sua idade avançada (mais de 80 anos) e seus livros, a partir dos quais foi condenado não deixaram de ser comercializados por sua editora por um instante sequer seja pela Internet, sejam travestidos de livros usados em feiras de livro e sebos, onde se encontra as publicações além de usadas, absolutamente novas, burlando totalmente a lei e a condenação de forma permanente e continuada.

Radio Islan, Jewatch e Zundelsite são os mais antigos locais de racismo anti-judaico na Internet, no ar desde que a internet existe. E com o crime de seus proprietários, idealizadores, mentores e financiadores, já pagos vão ficar impunes em definitivo.

Se vc não conhece vale a pena ver essa vertente do negacionismo do Holocausto em http://www.zundelsite.org/

Os delírios de perseguição destes crápulas são tão vergonhosos que estampa na primeira página que é um prisioneiro de consciência da Alemanha controlada pelo sionismo...

José Roitberg - jornalista e coordenador do Vaad Hahsoa Brasil - Comitê do Holocausto Brasil

sexta-feira, novembro 13

Obama Hitler

Veja só como são as coisas em relação a banalização do Holocausto e de Hitler, atividade tão perniciosa quanto a negação do Holocausto. Durante os mandatos de Dergo W Bush, nem foi mais possível monitorar palavras chave "Hitler" na internet, pois seu uso aumentou exponencialmente, não relacionado ao nazismo, mas ao presidente americano.

Agora é a vez de Obama. A propaganda contra as atitudes de governos quando desagradam grupos de pressão é tão intensa e tão igual, não interessa quem está no poder, que primeiro, Obama foi acusado pelos republicanos de ser socialista com sua reforma do sistema de saúde. Agora os republicanos o acusam de nazista.

Houve um grande manifestação patrocinada por republicanos onde os manifestantes carregavam cartazes com imagens de judeus vítimas dos campos de concentração e dizeres "Sistema de Saúde Nacional Socialista, Dachau, Alemanha, 1945."

É a banalização do sofrimento e da morte de nossos familiares e danem-se republicanos e dane-se o direito de livre expressão americano. Para tudo há um limite! Por que não mostraram os antepassados deles dizimando os índios norte-americanos ou entregando cobertores infectados com varíola? Se eles querem mostrar algo horrível, que usem seus próprios familiares e seu próprio quintal.

Infelizmente, na terra da liberdade de expressão as fotos desta manifestação estão banidas, mas ainda vamos encontrar alguma. Ah, encontrei as 19h30 do dia 13...





quinta-feira, outubro 8

Uma oportunidade perdida em Nova York

Artigo de Claudio Lottenberg, presidente da CONIB, publicado nesta quarta-feira na seção Tendências e Debates do jornal Folha de S. Paulo

Acompanhei recentemente, com especial atenção, a cobertura jornalística da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Nova York. Estava ansioso por saber, entre outras questões, como o dirigente máximo de nosso país transmitiria ao iraniano Mahmoud Ahmadinejad a ideia de que negar a ocorrência do Holocausto representa um repugnante e vil desrespeito à memória das vítimas do nazismo e aos sobreviventes que escaparam dessa barbárie. E muitos deles aportaram em terras brasileiras, onde foram acolhidos com especial hospitalidade e refizeram suas vidas. 

Somos descendentes de vítimas desse massacre. E quando deparei com a foto do presidente Lula com Ahmadinejad, fiquei profundamente decepcionado com a forma como o presidente do meu país cumprimentou alguém que questiona a ocorrência do Holocausto. 

Imaginei, por exemplo, o que um sobrevivente do Holocausto que encontrou refúgio no Brasil estaria sentindo ao ver aquela imagem. Pensei em nós, filhos e netos de vítimas da máquina mortífera do nazismo, que nos empenhamos tanto nas últimas décadas em manter viva a memória daqueles homens, mulheres e crianças massacrados na Segunda Guerra Mundial. 

Evocar interesses de Estado, como faz o governo brasileiro, para buscar a aproximação com Ahmadinejad me deixa perplexo. Fiquei pensando se poderia ver o presidente Lula estendendo a mão para alguém como o general Augusto Pinochet em nome dos interesses de Estado. 

Imaginemos que o regime militar, felizmente na lata do lixo da história, ainda imperasse em Santiago, e o Brasil, com a estratégia de liderar o subcontinente latino-americano, recorresse a razões de Estado para justificar eventual aperto de mão com o pinochetismo. 

Afinal, alguns assessores do nosso presidente costumam dizer que não cabe ao Brasil distribuir "certificados de bom comportamento" a governos estrangeiros, o que explicaria a atual aproximação com ditaduras, como Irã e Coreia do Norte. 

No caso iraniano, imagino também o que devem ter sentido integrantes das minorias sexuais e religiosas perseguidas sistematicamente por Ahmadinejad ao vê-lo cumprimentando, com um largo sorriso, uma liderança de reconhecida envergadura internacional como o presidente Lula, que carrega uma trajetória intimamente ligada à luta por liberdades civis e pela democratização de seu país. 

Guardo algumas perguntas ao governo. Por que prestigiar alguém cujo regime não hesitou em reprimir com mortes e violência as recentes manifestações nas ruas de Teerã? Por que prestigiar alguém que representa um regime que viola sistematicamente os direitos civis de mulheres, homossexuais e minorias religiosas, que persegue grupos de esquerda e pró-democracia? Por que prestigiar alguém que, com suas ambições nucleares, desponta como um fator de desestabilização do cenário internacional e que defende a destruição de Israel, um Estado integrante da ONU? 

Não é convincente a argumentação de que isolar Ahmadinejad é pior. Pior é recompensá-lo com prestígio e aproximação econômica.

Em minha visão, o presidente Lula, que ganha destaque cada vez mais intenso como uma liderança com influência que atravessa as fronteiras do Brasil, desperdiçou uma valiosa oportunidade de condenar, com o devido peso e ênfase, um fenômeno abjeto como a negação do Holocausto e as violações sistemáticas aos direitos humanos cometidas pelo regime iraniano. 


Felizmente, vivemos num país democrático e, ao contrário da população do Irã, podemos manter um diálogo fluído e livre com o nosso governo.

Conheci Lula em Israel, na abertura de um evento esportivo, nos anos 1990. Desde então, pude desenvolver com ele uma relação de profundo respeito e admiração. Mas, como cidadão de um Brasil cujos soldados também combateram o nazismo, e em honra à memória das vítimas do Holocausto e de seus descendentes, não posso deixar de externar, com a máxima transparência, que, neste momento, estamos em profundo desacordo. 


No respeito e na minha relação com a memória de meus antepassados, permito-me ser inflexível. Ahmadinejad personaliza não apenas o desrespeito à história. Personaliza também o desrespeito à democracia, a liberdades civis e à estabilidade mundial


quarta-feira, setembro 30

Liga Árabe Europeia é processada por charge do Holocausto


obs VHB: a matéria original foi publicada sem o cartum

Por Aaron Gray-Block

AMSTERDÃ (Reuters) - A Liga Árabe Europeia (AEL na sigla em inglês) está sendo processada por insultar judeus com a publicação de uma charge insinuando que estes inventaram o Holocausto, disse o gabinete da promotoria da Holanda nesta quarta-feira.

O escritório disse ter informado duas semanas atrás a AEL, um grupo lobista de direitos árabes e muçulmanos da Europa, que a publicação da charge é ilegal, mas que desistiria do caso se o grupo retirasse a charge de seu site dentro de duas semanas e concordasse em não republicá-la.

A AEL já havia removido a charge do seu site www.arabeuropean.org, mas a republicou, levando a promotoria a levar o caso adiante. O grupo disse que retiraria o desenho novamente mas que se defenderia no tribunal.

A charge mostra dois homens debaixo de uma placa em que se lê 'Auschwitz' e ao lado de vários corpos, dizendo que as vítimas podiam não ser judeus mas que tinham que chegar a 'seis milhões' -o número de judeus mortos no Holocausto.

"Esta charge pode ser considerada discriminatória", disse a promotoria em um comunicado, acrescentando que é ofensiva á toda a população judia.

A AEL declarou ter usado a charge do Holocausto quando iniciou uma campanha em fevereiro de 2006 para "ilustrar com desenhos a moral ambivalente do Ocidente durante o escândalo das charges na Holanda".

Abdoulmouthalib Bouzerda, presidente da AEL holandesa, disse que na ocasião o grupo publicou um aviso dizendo não apoiar as opiniões das charges que publicou.

Por apoiar a liberdade de expressão, A AEL não reclamou da republicação das charges de Maomé na Holanda e tentava mostrar que não somente muçulmanos podem ser insultados por charges, disse ele, referindo-se a uma charge do profeta Maomé em um jornal holandês em 2005 com uma bomba em seu turbante.

Sua reprodução em vários jornais ao redor do mundo desencadeou protestos violentos em países muçulmanos em 2006, levando o diário a se desculpar, embora o governo holandês tenha defendido o direito do jornal à liberdade de expressão.

A promotoria holandesa disse ter decidido não reagir à republicação da charge de Maomé por não considerá-la ofensiva aos muçulmanos em geral.

O Globo em 02-set-2009

Jornal de Harvard publica anúncio negando o Holocausto


A Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas instituições acadêmicas do mundo, recebeu fortes críticas por permitir a publicação de um anúncio que questionava o Holocausto. Segundo a CNN, a polêmica propaganda saiu no jornal "The Harvard Crimson" e colocava em dúvida o extermínio do antigo campo Birkenau, também conhecido como Auschwitz II, onde milhares de pessoas foram executadas.

Os responsáveis pelo jornal em Harvard reconheceram o erro e pediram desculpas. Em resposta à comoção criada em torno da publicação do anúncio, o presidente da "Crimson", Maxwell L. Child, emitiu um comunicado justificando o erro pelo período de férias, já que não houve revisão editorial entre a inclusão do anúncio e sua publicação no papel.

"Trabalharemos muito para evitar lapsos como esses no futuro, e esperamos que nossos leitores aceitem que o erro é um fracasso logístico." O jornal foi recentemente nomeada como o melhor jornal de notícias e reportagens de todas as universidades americanas.

O anúncio, pago por Bradley R. Smith e sua comissão de debate aberto sobre o Holocausto, lança perguntas sobre o papel do general Eisenhower durante a Segunda Guerra Mundial e sobre a existência de câmaras de gás dos nazistas. Smith garantiu que não houve qualquer impedimento por parte do jornal no momento da publicação. Ele afirmou não se surpreender com a polêmica porque o extermínio de judeus é "um tabu desde o começo".

Nota Vaad Hashoa Brasil: o anúncio é de um dos mais famigerados e antigos sites de revisão mentirosa sobre o Holocausto, o CODOH. Repete a balela perguntando se alguém pode dar a eles pelo menos um nome de alguém que morreu em câmaras de gás em Auschwitz... Bem, se as listas do próprio campo e dos transportes para o campo não servem, é claro que não havia identificação dos judeus à porta do inferno... Os milhões apenas sumiram ou nunca existiram de acordo com os escroques do CODOH.

O Globo e agências de notícias em 10-set-2009

segunda-feira, setembro 28

Ahmadinejad gosta de irritar o Ocidente

A agência de notícias iraniana publicou que "irritar os carniceiros profissionais é um orgulho para nós e não nos removerá de nosso caminho" se referindo às reações dos países ocidentais e Israel aos seus discursos de negação do Holocausto e extermínio de Israel.

Ahmadinejad Likes Irking West With Holocaust Denial

Mahmoud Ahmadinejad said he was proud that he angered Western countries by denying the Holocaust.

The Iranian president was quoted by the Iranian News Agency as saying that the angering of "professional man-slayers is a source of pride for us and will not stand in our way." He reportedly was referring to Israel and Western countries.

Speaking at a Tehran rally marking Jerusalem Day, when the Iranian regime expresses solidarity with the Palestinians, Ahmadinejad said that the Holocaust was a "lie" and that Israel's days were "numbered" and its regime was "dying."

"The pretext for establishing the Zionist regime is a lie," he said, "a lie which relies on an unreliable claim, a mythical claim and the occupation of Palestine."

Referring to Western leaders, he said, "They launched the myth of the Holocaust. They lied, they put on a show and then they support the Jews."

The government-funded Press TV quoted Ahmadinejad as saying that Israel needs to be confronted because its existence "amounts to an eternal insecurity in the region."

Ahmadinejad's speech was given before he traveled to New York to address the United Nations General Assembly, and before Iran launches its dialogue with the West under an Obama administration initiative.

In another development, a New York hotel canceled a banquet it was scheduled to host after learning that Iranian President Mahmoud Ahmadinejad was slated to speak.

The New York Helmsley Hotel announced that the event, booked by an Iranian student group, would not be held at its facility, the New York Post reported. The hotel said it was unaware that Ahmadinejad would be there until informed by the group United Against a Nuclear Iran.

"As soon as Helmsley corporate management learned of the possibility of either the Iranian Mission or President Ahmadinejad holding a function at the New York Helmsley Hotel, they immediately ordered the cancellation of that function," said Howard Rubenstein, spokesman for Helmsley Properties.

"Neither the Iranian Mission nor President Ahmadinejad is welcome at any Helmsley facility. The Helmsley organization is grateful to United Against Nuclear Iran for bringing this matter to its attention so that appropriate action could be taken."

United Against Nuclear Iran is a nonpartisan, broad-based coalition whose advisory council includes Council on Foreign Relations president emeritus Leslie Gelb; former Bush administration official Karen Hughes; former CIA director R. James Woolsey; and Conference of Presidents of Major American Jewish Organizations chairman Alan Solow. Its president, Mark Wallace, is a Republican lawyer who formerly worked at the U.S. mission to the United Nations.

JTA


Ahmadinejad: Holocausto foi pretexto para criar Estado de Israel

No final das marchas anuais anti-Israel, em Teerão (18 setembro), o presidente iraniano disse que o Holocausto foi uma mentira e um pretexto para a criação do Estado de Israel.

Os críticos dizem que é este tipo de discurso que tem isolado o Irão, em conflito com o Ocidente por causa do programa nuclear.

A Assembleia Anual da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) adoptou, na quinta-feira, uma resolução não vinculativa que exorta as Nações do Médio Oriente a renunciar à energia atómica. Apenas Israel votou contra.

"No nosso ponto de vista, os progressos para concretizar esta visão não podem ser alcançados sem uma alteração fundamental das circunstâncias regionais, incluindo uma transformação significativa na atitude de alguns estados da região em relação ao Estado de Israel", justificou David Danieli, o representante israelita na AIEA.

Israel lembrou que alguns países vizinhos não reconhecem o Estado judeu e que o Irão defende claramente a sua eliminação.

Euronews