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segunda-feira, outubro 5

Governo do Marrocos na luta contra o antissemitismo

O ministro do interior do Marrocos ordenou a apreensão da tiragem e o fechamento por três dias do jornal independente Akhbar Al Youm. O jornal publicou o cartum acima com uma caricatura de Mouly Ismail, primo do rei do Marrocos quando ele celebrava  seu casamento. O pano de fundo é uma bandeira do Marrocos com uma estrela de David, como se os judeus estivessem por trás da família real marroquina. No púlpito temos duas estrelas islâmicas com oito pontas formadas por dois quadrados. O dono do jornal se posicionou contra a decisão do governo e teve a cara de pau de declarar publicamente que não há estrela de David alguma na charge... O governo do Marrocos abriu um processo contra o jornal por desrespeito à família e real e antissemitismo flagrante. Mouly está processando o jornal por difamação. Há de se notar que o Marrocos foi o único país árabe que não expulsou seus judeus em 1948 e 1956. Ainda existe comunidade judaica com sinagogas, clubes, escolas e muito comércio.
 
por José Roitberg - jornalista
 

quarta-feira, setembro 30

Liga Árabe Europeia é processada por charge do Holocausto


obs VHB: a matéria original foi publicada sem o cartum

Por Aaron Gray-Block

AMSTERDÃ (Reuters) - A Liga Árabe Europeia (AEL na sigla em inglês) está sendo processada por insultar judeus com a publicação de uma charge insinuando que estes inventaram o Holocausto, disse o gabinete da promotoria da Holanda nesta quarta-feira.

O escritório disse ter informado duas semanas atrás a AEL, um grupo lobista de direitos árabes e muçulmanos da Europa, que a publicação da charge é ilegal, mas que desistiria do caso se o grupo retirasse a charge de seu site dentro de duas semanas e concordasse em não republicá-la.

A AEL já havia removido a charge do seu site www.arabeuropean.org, mas a republicou, levando a promotoria a levar o caso adiante. O grupo disse que retiraria o desenho novamente mas que se defenderia no tribunal.

A charge mostra dois homens debaixo de uma placa em que se lê 'Auschwitz' e ao lado de vários corpos, dizendo que as vítimas podiam não ser judeus mas que tinham que chegar a 'seis milhões' -o número de judeus mortos no Holocausto.

"Esta charge pode ser considerada discriminatória", disse a promotoria em um comunicado, acrescentando que é ofensiva á toda a população judia.

A AEL declarou ter usado a charge do Holocausto quando iniciou uma campanha em fevereiro de 2006 para "ilustrar com desenhos a moral ambivalente do Ocidente durante o escândalo das charges na Holanda".

Abdoulmouthalib Bouzerda, presidente da AEL holandesa, disse que na ocasião o grupo publicou um aviso dizendo não apoiar as opiniões das charges que publicou.

Por apoiar a liberdade de expressão, A AEL não reclamou da republicação das charges de Maomé na Holanda e tentava mostrar que não somente muçulmanos podem ser insultados por charges, disse ele, referindo-se a uma charge do profeta Maomé em um jornal holandês em 2005 com uma bomba em seu turbante.

Sua reprodução em vários jornais ao redor do mundo desencadeou protestos violentos em países muçulmanos em 2006, levando o diário a se desculpar, embora o governo holandês tenha defendido o direito do jornal à liberdade de expressão.

A promotoria holandesa disse ter decidido não reagir à republicação da charge de Maomé por não considerá-la ofensiva aos muçulmanos em geral.

O Globo em 02-set-2009

terça-feira, setembro 29

Mídia árabe diz que judeus roubam órgãos dos palestinos

O "Libelo de Sangue" que já causou inúmeros massacres de judeus ao longo dos séculos é a mentira propagada pela Igreja de que os judeus torturavam hóstias, as esfaqueavam e faziam jorrar delas o sangue de Cristo e também matavam crianças cristãs para usar o sangue delas para fazer matzá (o pão ázimo de Pessach, a Páscoa judaica). Em alguns momentos os judeus também foram acusados de beber o sangue de Cristo.

Mas o que se diz até hoje nas missas? A hóstia é o corpo de Cristo que o fiel coloca na boca e o vinho tinto é o sangue de Cristo nas celebrações litúrgicas. Vendo judeus tomando vinho tinto em cálices de vidro ou cristal e comendo matzá com harosset (pasta de raiz forte, bem vermelha) lá estavam os judeus bebendo o sangue de Cristo e comendo matzá com sangue. Isso é tão presente na mentalidade europeia que até hoje os judeus da Áustria usam vinham branco nas cerimônias...

Ao longo dos últimos anos a mídia islâmica principalmente através de séries de TV produzidas no Egito, Síria e Irã vem transmitindo essa mensagem mortal mudando, obviamente, as crianças cristãs por crianças palestinas. Na mídia impressa esse também é um assunto recorrente por lá. É o puro incitamento estatal ao ódio aos judeus.

Nestas últimas semanas o Libelo de Sangue ganhou um novo e fatal formato através da mídia árabe, replicado na mídia de esquerda radical: os soldados judeus roubam órgãos de palestinos para venda num "mercado judaico de transplantes." E vão ainda mais longe. Seriam roubados órgãos dos prisioneiros palestinos e o ataque contra Gaza teria sido apenas para matar mais palestinos para ter mais órgãos para serem roubados.

Mas essa campanha não é apenas contra Israel e os judeus. Os governos da Argélia e Marrocos também foram envolvidos. Em diversos programas de TV, inclusive redes árabes por satélite, jornais muçulmanos de diversos países e blogs estão espalhando acusações de que crianças estão sendo raptadas por bandos criminosos de marroquinos e argelinos e depois vendidas à israelenses e judeus americanos para terem seus órgãos retirados e vendidos em Israel e nos Estados Unidos.
 
Essa notícia surgiu imediatamente após a publicação da matéria falsa por um jornal da Suécia declarando que soldados israelenses estavam retirando órgãos de palestinos.
 
Nos cartuns abaixo, alguns exemplos desta nova onda de antissemitismo árabe e muçulmano que não é condenado pela ONU. Os líderes destes países são recebidos na Assembléia Geral com o tapete vermelho...

José Roitberg - coordenador do Vaad Hashoa Brasil - Comitê do Holocausto Brasil
 

Soldado judeu vê árabe como saco de dinheiro - cartum

 
Cartum antissemita do jornal Alrai da Jordânia de 05-set-2009. O árabe aponta para o soldado judeu com rosto sanquinário e diz "Israel mata os palestinos deliberadamente para roubar seus órgãos e vendê-los."
 
 

Judeu ladrão de órgãos - cartum

Cartum antissemita do jornal Alwatan do Catar de 05-set-2009 mostra um judeus ortodoxo com máscara de ladrão saind de dentro de um combatende palestino "O roubo de órgãos dos corpos de mártires palestinos.
 

Venda de órgãos - cartum




Cartum antissemita do jornal Alwatan do Oman, de 29-ago-2009. Um prisioneiro palestino é conduzido numa maca, por um judeu ortodoxo, com uma perna cortada orrando sangue e levando um ramo de oliveira, afinal só quer a paz. Um judeu ortodoxo oferece a perna cortada para outro judeu ortodoxo e diz "A venda."

Judeu bebe sangue dos mártires - cartum




Cartum antissemita do jornal Alittihad dos Emirados Árabes Unidos em 30-ago-2009. A seta que aponta para a jarra diz "sangue dos mártires" e o judeu diz "Por um estado palestino independente com Jerusalém como sua capital". Note que o líder árabe está contrariado mas nada faz para impedir o judeu snaguinário...

Soldado judeu rouba órgãos - cartum




Cartum antissemita do  jornal Al-Arab Al-Yawm da Jordânia em 30-ago-2009. "O comércio de órgãos dos corpos dos mártires."


Encontro de judeus ladrões - cartum




Cartum antissemita. O judeu vestido de ladrão à esq com um saco rasgado de onde cai uma orelha e outro órgão, mostra suas "ferramentas" - seringa, bisturís, tesoura, faca cirúrgica, serrote e diz "Este é meu equipamento de trabalho." Na sua camisa está escrito "gastroenterologista". À dir, outro judeu ladrão tem escrito em sua camisa "especialista em abrir armários." Do jornal Tishreen da Síria em 17-set-2009

Judeus ladrões de órgãos humanos - cartum




Cartum antissemita do jornal Altraya do Catar de 25-ago-2009 - "Ladrões de órgãos cos mártires andando sobre um livro de Direitos Humanos.