sábado, março 27

Beijo lésbico em memorial gera protestos em Berlim

obs: Vaad Hashoa Brasil - Como fica óbvio, o preconceito persiste e dentro de qualquer doutrina religiosa judaico-cristã-muçulmana não pode ser de outra forma pois todos os seus ramos, exceto os gays, não aceitam opções sexuais diferentes do relacionamento entre casais de sexos diferentes. Realmente parte do protesto tem lá sua razão e não há relatos, até hoje, de perseguição à lésbicas, mas apenas a homossexuais masculinos. Pessoalmente nunca li nada a respeito definindo o motivo de perseguir apenas um lado desta questão e deixar para lá o outro. Acho pessoalmente excelente que a comunidade gay faça um memorial. Só não sei se são alguns gays fazendo (me parece que é isso) ou há uma improvável união de gays em torno do assunto, coisa que nunca existiu. Os gays mortos no Holocausto sempre foram um "problema dos outros, um problema deles, não vinculado aos outros gays." Agora, os alemães tem uma facilidade muito grande em fazer memoriais horríveis e lamentáveis. Este aqui rivaliza com o ridículo monumento do Holocausto de Berlim em termos do que não se deve fazer.

Mas a manipulação da mídia em relação aos judeus é implacável. Como jornalista, aprendi, vivi e sei, que os títulos das matérias são lidos por uma quantidade enorme de pessoas enquanto o texto é por poucas. O título é claro e manipulado: remete à lésbicas se beijando no memorial do Holocausto em Berlim, coisa que não tem nada demais e muita gente já se beijou por lá, mas não é essa a história.

Não havia leis específicas contra gays na Alemanha e eles foram incluídos no texto de "antissociais."

José Roitberg - jornalista.

Para especialistas, lésbicas não foram vítimas da perseguição dos nazistas

Por Redação
Publicado em 25/03/2010 às 17:26

Um vídeo que mostra um beijo lésbico e que será exibido num memorial dedicado às vitimas homossexuais do Holocausto está gerando polêmica em Berlim.

Inaugurado em maio de 2008 em homenagem aos cerca de 15 mil homossexuais perseguidos pelo nazismo, o memorial foi projetado pelos arquitetos Ingar Dragset e Michael Elmgree. O monumento tem uma pequena janela, onde o público pode apreciar um vídeo, que no momento exibe um beijo entre dois homens.

A cada dois anos, o plano era mudar o sexo dos casais que aparecem no vídeo. Alexander Zinn e outros especialistas do Holocausto protestaram contra a ideia, enviando uma carta ao ministro da Cultura alemão Michael Neumann e ao prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, argumentando que o beijo lésbico proposto distorceria a história. Segundo eles, as lésbicas não foram vítimas do Holocausto.

O vídeo deve estrear em maio de 2010. Até lá, as autoridades prometeram analisar o protesto.

http://dykerama.uol.com.br/src/?pNome=fotos&aID=2356


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